A primeira consulta não exige uma pasta cheia de documentos nem uma lista perfeita de tudo o que já aconteceu com a sua saúde. Algumas informações, porém, ajudam bastante. Com elas, consigo compreender melhor o motivo da consulta e aproveitar nosso tempo com o que realmente precisa ser conversado.
Você não precisa lembrar tudo de cabeça. Pode anotar no celular, escrever em um papel ou levar fotografias das embalagens e dos documentos importantes.
Comece pelo motivo da consulta
Antes do atendimento, tente responder a uma pergunta simples: o que fez você marcar esta consulta?
Se houver algum sintoma, anote:
- quando ele começou;
- se apareceu de repente ou foi aumentando aos poucos;
- em que parte do corpo você o sente;
- o que costuma melhorar ou piorar;
- se há outros sintomas ao mesmo tempo;
- se você já tentou algum tratamento e qual foi o resultado.
Não é necessário usar termos médicos. Conte do seu jeito. Uma descrição simples e sincera costuma ser mais útil do que tentar chegar à consulta com um diagnóstico pronto.
Faça uma lista dos medicamentos que usa
Inclua os medicamentos de uso diário e aqueles usados apenas de vez em quando. Anote, se souber:
- o nome;
- a dose ou a concentração;
- quantas vezes usa por dia;
- há quanto tempo está usando;
- quem indicou o tratamento.
Lembre-se de incluir anticoncepcionais, vitaminas, suplementos, medicamentos manipulados, pomadas, colírios, inaladores e injeções. Se não souber algum nome ou dose, fotografe a embalagem ou leve o medicamento à consulta.
Não interrompa nem altere um tratamento antes do atendimento, a menos que tenha recebido uma orientação médica específica para isso.
Avise sobre alergias e reações anteriores
Informe qualquer alergia conhecida, principalmente a medicamentos. Também conte se já apresentou falta de ar, inchaço, manchas na pele, desmaio ou outra reação após usar um remédio.
Se você não souber o nome exato do medicamento, tente lembrar em que situação a reação aconteceu ou leve algum registro que possa ajudar na identificação.
Separe os exames que tenham relação com a consulta
Leve resultados recentes e exames anteriores que estejam ligados ao motivo do atendimento. Laudos, receitas antigas, relatórios de outros profissionais e registros de internações também podem ajudar.
Não é preciso levar todos os exames feitos ao longo da vida. Se estiver em dúvida, leve o que tiver disponível. Durante a consulta, verificaremos juntos o que realmente tem relação com a queixa atual.
Relembre os pontos principais da sua saúde
Algumas informações costumam ser perguntadas na primeira consulta:
- doenças já diagnosticadas;
- cirurgias e internações;
- tratamentos anteriores;
- histórico de saúde da família;
- hábitos de sono, alimentação e atividade física;
- uso de cigarro, bebidas alcoólicas ou outras substâncias;
- data da última menstruação, possibilidade de gravidez e métodos contraceptivos, quando essas informações forem pertinentes.
Não há julgamento nessas perguntas. Elas são feitas porque podem interferir na avaliação, nos exames solicitados e na escolha de medicamentos.
Se a consulta for para uma criança
Leve a Caderneta da Criança, impressa ou digital. Nela ficam registrados dados de vacinação, crescimento, desenvolvimento e atendimentos anteriores.
Também é útil ter em mãos:
- a lista dos medicamentos usados pela criança;
- informações sobre alergias;
- exames e relatórios recentes;
- registros de internações, cirurgias ou doenças anteriores;
- o nome e o telefone de outro responsável, quando necessário.
Sempre que possível, a criança deve estar acompanhada por um adulto que conheça sua rotina e seu histórico de saúde.
Anote suas dúvidas
É comum esquecer uma pergunta durante a consulta. Por isso, anote antes o que deseja esclarecer. Você pode começar por estas questões:
- O que pode estar causando estes sintomas?
- Preciso fazer algum exame?
- Como devo usar o medicamento prescrito?
- Quais sinais indicam que devo procurar atendimento novamente?
- Quando preciso retornar?
Se houver muitos assuntos, comece pelo que mais preocupa você. Os demais podem ser organizados ao longo da consulta ou em um retorno.
O que não é necessário fazer
Você não precisa:
- chegar em jejum, salvo se tiver recebido essa orientação;
- suspender medicamentos por conta própria;
- decorar nomes, datas ou doses;
- organizar todos os exames em ordem perfeita;
- pesquisar um diagnóstico antes da consulta.
O mais importante é trazer as informações que você tem e contar com sinceridade o que está acontecendo.
Antes de terminar a consulta
Confirme se entendeu:
- quais foram as orientações;
- como usar os medicamentos, se houver prescrição;
- quais exames precisam ser feitos;
- quais mudanças devem ser observadas;
- quando será necessário retornar.
Se alguma explicação não estiver clara, pergunte novamente. A consulta também é o momento de entender o que será feito e por quê.
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Falar no WhatsAppEste texto tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica individual.
Médica · CRM-SC 33624. Atende adultos e crianças por telemedicina e em domicílio, em Chapecó e região.
